
Parece uma cena de filme catástrofe, algum blockbuster de mau-gosto de Michael Bay ou Roland Emmerich. Mas infelizmente a explosão não é ficção, nem a destruição é simulação: é mais uma cena da distopia-do-real que nos chega de Gaza sendo genocidada pela joint venture sinistra que une o estado sionista de Isra(h)el(l) e a extrema-direita yankee, com o beneplácito das “Big Tech”.
A fantasia supremacista gera um banho de sangue infinito que estamos longe de estancar – até porque a ONU, ó lástima, tem sido tão ineficaz para conter a sangria quanto um band-aid para quem teve um braço amputado.
Desde Outubro de 2023, mais de 20.000 crianças tiveram suas vidas brutalmente interrompidas – e não podemos permitir que isto seja apenas um número sem potencial de comovimento, quando cada uma delas era uma jovem vida singular, repleta de promessa, roubada de seu futuro, como a de Hind Rajab, cuja voz ressoa em um documentário que disputará o Oscar.


No início de 2026, estima-se que mais de 70.000 pessoas foram diretamente assassinadas pelo Estado de Israel, segundo admissão recente da própria I.D.F. – a pessimamente nomeada entidade massacrante que se auto-entitula “Forças de Defesa de Israel” e que dedica-se sobretudo ao ataque, à agressão, à psicose imperial.
O número de vítimas diretas não computa as milhares de pessoas enterradas debaixo dos escombros das edificações bombardeadas, nem aquelas que foram mortas indiretamente pela fome, pela sede e pela doença, estes males que os zelosos entusiastas da Grande Israel difundem de propósito na wasteland que Trump quer transformar num Club Med.

Pode-se argumentar que a distopia dos drones escapou do âmbito da ficção e invadiu o real, tornando-se muito bem documentada, quando assimilamos o fato de que o genocídio em Gaza foi realizado com ampla utilização de bombardeios aéreos realizados por aviões não tripulados, com alvos selecionados por I.A.s e cumplicidade explícita das “Big Tech” através de projetos como The Gospel, Lavender e Where’s Daddy. O infográfico é da Euro-Med Human Rights Monitor:

Empresas como Google e Amazon são parceiras do projeto imperial sionista através do projeto Nimbus; a Microsoft também é parceiraça do empreendimento massacrador, assim como a Meta, que atua na censura massiva de conteúdos que denunciam o morticínio e a limpeza étnica promovidos por Israel-EUA; demonstrar solidariedade ao povo palestino é considerado violação das dire(i)trizes da comunidade – definidas pela Direita e que vai parar no código-fonte dos algoritmos censores.
Quem se opõe ao genocídio publicamente é marcado para banimento ou deletamento de perfil pela empresa chefiada por Zuckerberg; e também o YouTube vem descendo o dedo no DELETE: A Casa de Vidro teve 2 vídeos apagados, inclusive uma entrevista exclusiva de quase 2 horas com Sayid Tenório, e sofreu duras sanções, como o impedimento de soltar novos vídeos por 1 semana e a obrigatoriedade de passar por uma cyber-colônia-penal para quem faz apologia de “organizações criminosas violentas”. Mas as verdadeiras organizações criminosas violentas chamam-se Israel, EUA, OTAN…

Esta tal de Big Tech pretende cercar a Internet: pôr nela uns arames farpados cibernéticos. Com pose de defender liberdade de expressão, na real controlam a informação de maneira tecnocrática. Decretam que WWW seja propriedade privada dum punhado de bilionários. A casta dos senhores tecnofeudais não tem pudores de usar a censura e o banimento, cada vez tão sem máscaras quanto o grotesco Trump, o neo Agente Laranja que mais se parece com uma versão presidencial do Eric Cartman de South Park.
Com o auxílio de Musk e seus gestos neonazis e T-shirts “Occupy Mars”, o Trumpismo voltou ao poder e seu abuso. Gaza genocidada é vista como possível sede do Club Med para yankees e sionistas. A Venezuela, após o sequestro de Maduro, o paraíso das petrolíferas. Enquanto isso, o Vale do Silício tem suas desleais “dire(i)trizes da comunidade” que, se fossem sinceras, ameaçariam: não denuncie a aliança yankee-sionista que já ceifou centenas de milhares de vidas palestinas (que importam, ou deveriam, assim como Black Lives Matter), pois se você o fizer vamos descer o cacete da censura e da mordaça sobre tua boquinha insurgente. Penaliza-se e bane-se a solidariedade. Eles nos querem caladinhos, passando pano pro morticínio.
Sobre o tema, conferir:
SOLAGNA, Fabrício. “Gaza: Como Funcionam As I.A.s da Morte”, in: Outras Palavras, 2026: https://outraspalavras.net/geopoliticaeguerra/gaza-como-funcionam-as-ias-da-morte/;
HUMAN RIGHTS WATCH (ONG), “Meta’s Broken Promises: Systemic Censorship of Palestine Content on Instagram and Facebook : https://www.hrw.org/report/2023/12/21/metas-broken-promises/systemic-censorship-palestine-content-instagram-and
Publicado em: 05/02/26
De autoria: Eduardo Carli de Moraes educarlidemoraes
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